Author name: José Pimentel

Últimas Notícias, Edições Destaques

Andar pelado no próprio apartamento: pode ou não? Confira

Para quem adora andar pela casa ou apartamento à vontade, seja vestindo peças leves e frescas, ou até mesmo não usando roupa nenhuma, há sempre uma dúvida: o morador tem ou não o direito de ficar nu em seu apartamento? É comum que as pessoas prefiram ficar o mais à vontade possível em seus espaços pessoais, buscando uma liberdade e privacidade que apenas a própria casa pode oferecer. Sendo assim, a Reportagem do Diário do Litoral buscou o que a lei diz sobre esta questão. Pode ou não andar sem roupa no apartamento? Desde que não esteja no campo de visão de nenhum outro apartamento ou mantenha as janelas e cortinas fechadas, o morador é livre para andar como quiser pelo apartamento. No entanto, caso o morador decida ir na varanda ou ficar pelado com as janelas abertas, de forma que algum vizinho possa vê-lo, isso poderá gerar problemas. Gedaias Freire da Costa, presidente do Sindicato Patronal de Condomínios do Estado (Sipces), explicou que as pessoas são livres para andar peladas, desde que terceiros não consigam ver a cena. Confira também: Lei permite instalação de telas de sombreamento em estacionamentos de Brasília Quando o assunto é condomínios, se a pessoa que está nua vai para a sala ou varanda e é vista por outro condômino, ela está violando uma norma do Código Civil. A norma prevê que todos os moradores devem dar às suas partes a mesma destinação que tem a edificação, e não utilizá-las de maneira prejudicial ao sossego, salubridade, segurança ou aos bons costumes. Por outro lado, se você mora em um condomínio e acaba avistando algum vizinho pelado e se sentir incomodado, é direito seu ir reclamar para o síndico. Além disso, é legalmente permitido que o condomínio notifique ou até mesmo multe os infratores. O advogado especialista em Direito Imobiliário e Condominial Roberto Merçon reforçou ainda que o interior do imóvel pertence ao morador, e ele pode fazer o que quiser desde que não interfira na segurança dos demais. Segundo o advogado, caso a pessoa esteja, por exemplo, em um andar muito alto e sem vista para vizinhos, não há motivo para ela não ficar à vontade como bem quiser no próprio apartamento. Multa Merçon frisou ainda que, se a pessoa não tem intenção de se expor e, acidentalmente, algum vizinho viu, não há desrespeito. Sendo assim, uma simples conversa com o síndico ou o morador afetado pode resolver a situação. No entanto, se houver repetição, a consequência pode chegar a uma multa, sendo que ela não pode ser superior a cinco vezes o valor de suas contribuições mensais. Por fim, caso não esteja especificado nas regras do condomínio sobre a questão de nudez no apartamento, é necessário a convocação de uma assembleia para deliberar sobre a definição de multa para essa infração. A lei De acordo com o Código Civil, artigo 1.336, inciso IV, os moradores de unidades habitacionais têm a obrigação de preservar os bons costumes. Isso significa que é dever do condômino ‘dar às suas partes a mesma destinação que tem a edificação, e não as utilizar de maneira prejudicial ao sossego, salubridade e segurança dos possuidores, ou aos bons costumes’. O artigo prevê também uma penalidade e multas para quem infringir a lei, afirmando que o condômino pagará a multa prevista no ato constitutivo ou na convenção, não podendo ela ser superior a cinco vezes o valor de suas contribuições mensais, independentemente das perdas e danos que se apurarem. Não havendo disposição expressa, caberá à assembleia geral, por dois terços no mínimo dos condôminos restantes, deliberar sobre a cobrança da multa. A intenção da conversa entre o síndico e o morador é alertar para o que vem ocorrendo, afinal, o morador pode não estar ciente das regras e normas.  Orientar sobre questões relacionadas à privacidade e manutenção dos bons costumes perante a vizinhança também é de suma importância, antes de partir direto para a aplicação de multa. E então, caso a conversa não resolva, o síndico pode advertir e também aplicar a multa de acordo com o Código Civil e com a Convenção Condominial do empreendimento. Fonte: Diário do Litoral

Últimas Notícias

Lei permite instalação de telas de sombreamento em estacionamentos de Brasília

O governo do DF sancionou, nesta segunda-feira (9), a Lei nº 7.597/2024, que regulamenta a implantação de telas de sombreamento removíveis em estacionamentos descobertos localizados em lotes públicos e privados de conjuntos habitacionais da capital. A norma, de autoria do deputado Hermeto (MDB), surge como solução para a proteção dos veículos contra os danos climáticos. Confira também: Críticas duras de moradora a síndica não configuram crime de stalking, diz TJ-SP A nova lei estabelece que a utilização das telas de sombreamento não será considerada uma edificação, e, portanto, não alterará as configurações de uso e ocupação do solo. Contudo, o texto ressalta que sua aplicação não se estende às áreas de abrangência do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB), assegurando a preservação do patrimônio urbanístico da capital federal. Hermeto defende que a medida vai atender a uma demanda crescente dos moradores de condomínios residenciais no DF, em especial na Região Administrativa do Riacho Fundo II. “A lei traz maior segurança e proteção dos veículos, patrimônio comparável até com o valor das unidades imobiliárias, especialmente por conta do clima da cidade que avança em altas temperaturas e chuvas torrenciais, proporcionando benefícios que incluem a valorização dos imóveis vinculados às vagas cobertas, servindo também de barreira contra possíveis vandalismos”, argumenta o distrital. Para garantir a correta aplicação das telas, a norma exige condições específicas para sua implantação, como a necessidade de aprovação em assembleia do condomínio ou anuência dos demais proprietários quando não houver condomínio constituído. Além disso, exige a padronização das telas para manter a uniformidade das instalações, a comprovação técnica de que o material utilizado atende aos requisitos estabelecidos e o registro em conselho de classe do responsável técnico pela implantação. Fonte: Câmara Legislativa

Últimas Notícias, Administração de Condomínios

Inadimplência condominial atinge 13,07% no país

A inadimplência condominial tem sido uma dor de cabeça recorrente para síndicos, administradoras e moradores em todo o Brasil. Um levantamento realizado pela uCondo, startup especializada em tecnologia para gestão de condomínios, mostra que a média de inadimplência acima de 30 dias nas taxas condominiais no país é de 13,07% desde janeiro de 2024. No entanto, em 11 estados, esse índice está bem acima da média, atingindo percentuais preocupantes. O estado de Alagoas lidera o ranking, seguido do Acre e Amapá. Confira a lista completa: A inadimplência condominial reflete um problema maior: o endividamento dos brasileiros. A última publicação do Serasa (setembro de 2024), mostra que o Brasil tem 72,46 milhões de pessoas inadimplentes, representando 44,79% da população. Embora os números tenham caído em relação aos meses anteriores, a inadimplência ainda é uma realidade para muitas famílias. “Para a maior parte dos endividados, contas essenciais como luz, água e gás acabam sendo priorizadas, enquanto a taxa condominial é adiada, muitas vezes virando uma ‘bola de neve”, analisa Marcus Nobre, CEO da uCondo. Ainda de acordo com o Serasa, a faixa etária mais afetada pelo endividamento vai de 41 a 60 anos, representando 35,1% dos brasileiros com restrições no nome. Logo após, vêm os de 26 a 40 anos (34,0%) e os idosos acima de 60 anos (19,0%), enquanto os jovens de 18 a 25 anos representam 11,8% do total. A uCondo projeta que 2024 encerrará com um índice de 14% de inadimplência superior a 30 dias. Em 2023, esse índice fechou em 10,34%. Quando avaliamos atrasos no pagamento inferiores a 30 dias, o índice de inadimplência chegou a 24,04% em 2023. Confira também: Comunidade Condominial do DF ganha Conselho de Síndicos O CEO da startup aponta que essa situação se agrava quando a cobrança condominial não é bem gerida. “A falta de comunicação entre síndicos e moradores, a ausência de políticas claras de cobrança e a inexistência de incentivos ao pagamento em dia são alguns dos fatores que contribuem para a alta inadimplência”, comenta Nobre. Ele destaca essas e outras medidas que podem ser adotadas na gestão de condomínios para combater a inadimplência: Fonte: Condo.news

Últimas Notícias

Fim de ano seguro no condomínio

Fim de Ano no Condomínio: Como Garantir Segurança Enquanto o Ladrão Não Tira Férias Com viagens e movimentação reduzida, o fim de ano é um prato cheio para ladrões. Veja como síndicos e moradores podem prevenir roubos e manter a segurança do condomínio. O fim de ano é uma época de celebração, viagens e, para muitos, de deixar o condomínio por alguns dias ou até semanas. O que deveria ser um período de descanso e descontração, no entanto, pode se tornar um pesadelo se a segurança não for tratada como prioridade. “Historicamente, os meses de dezembro e janeiro apresentam um aumento significativo nos índices de roubos em condomínios, especialmente em grandes cidades. Menor movimentação nas áreas comuns, ausência de moradores e uma rotina menos atenta contribuem para que criminosos enxerguem os condomínios como alvos fáceis”, alerta o advogado de direito condominial, Issei Yuki. Mas como síndicos e moradores podem trabalhar juntos para reduzir os riscos? Aqui estão algumas das melhores práticas para proteger o condomínio e garantir que as festas de fim de ano sejam apenas de alegria. 1. Controle de acesso: o ponto crítico da segurança O controle de quem entra e sai do condomínio é a principal barreira contra invasões. No período de fim de ano, o fluxo de visitantes — amigos, familiares, entregadores — aumenta consideravelmente, o que pode confundir o porteiro ou sobrecarregar os sistemas de segurança. Dicas para síndicos: Dicas para moradores: 2. Áreas comuns desprotegidas: um convite para problemas Muitas invasões começam nas áreas comuns, como garagens e portões laterais, onde o movimento reduzido é facilmente explorado. Garagens abertas ou portões mal trancados são acessos comuns utilizados por criminosos. Dicas para síndicos: Dicas para moradores: 3. Comunicação transparente e constante “A segurança no condomínio é responsabilidade de todos. Síndicos e moradores precisam trabalhar em conjunto para prevenir roubos. Uma comunicação eficiente é fundamental para que todos estejam cientes das melhores práticas e saibam o que fazer em caso de emergência.”. Destaca o advogado Issei Yuki. Dicas para síndicos: Dicas para moradores: 4. Cuidados dentro das unidades Mesmo dentro de suas casas, os moradores devem tomar precauções extras durante as férias. Portas e janelas mal trancadas, sinais de ausência prolongada (como luzes sempre apagadas) e falta de sistemas de segurança são fatores que chamam a atenção de criminosos. Dicas para moradores: Confira também: Saudabilidade: como um imóvel pode impactar na sua saúde e bem-estar? 5. Trabalhar em conjunto: a chave para um condomínio seguro A melhor segurança é aquela feita em equipe. Quando moradores e síndicos se unem para adotar medidas preventivas e criar uma cultura de vigilância, os riscos de roubos caem significativamente. Boas práticas coletivas: O advogado Issei Yuki conclui reforçando que as férias são para relaxar, mas a segurança não pode tirar folga. Com um planejamento estratégico e a colaboração de todos, o fim de ano pode ser aproveitado sem sustos. A chave é simples: comunicação, atenção e prevenção. E lembre-se: um condomínio seguro não depende apenas de câmeras ou porteiros atentos, mas de cada morador fazendo sua parte. Afinal, a melhor maneira de proteger seu lar é cuidar do coletivo. Fonte: Assessoria de Imprensa

Administração de Condomínios

Os cuidados ao optar pela contratação um síndico (terceirizado) profissional!

O que é síndico profissional? O síndico profissional, geralmente, é uma pessoa física ou jurídica, que se propõe atuar sem vínculo empregatício com o condomínio — não é morador nem inquilino, que se apresenta como qualificado para exercer a gerência todas as demandas do prédio (condomínio); Esse cargo (função) é uma posição de trabalho remunerada, com o valor do serviço aprovado em uma assembleia com os moradores. De maneira geral, é o profissional (que se equipara um gerente de empresas comerciais ou de serviços) responsável por garantir que as atividades do condomínio sejam realizadas com qualidade, monitorando cada uma delas e buscando atender as necessidades de moradores e cumprir o que foi acordado em assembleia. O que faz um síndico profissional? As funções do síndico (seja morador eleito ou profissional contratado) estão descritas no Artigo 1.348 do Código Civil. Então, ao contratar é importante saber se a empresa cobre todos os pontos estabelecidos na lei para que o prédio tenha uma assessoria completa. O síndico profissional (caso a assembleia geral de condôminos, assim decida, e a ele confira os poderes) é responsável por: I – Convocar a assembleia dos condôminos; II – Representar, ativa e passivamente, o condomínio, praticando, em juízo ou fora dele, os atos necessários à defesa dos interesses comuns; III – dar imediato conhecimento à assembleia da existência de procedimento judicial ou administrativo de interesse do condomínio; IV – Cumprir e fazer cumprir a convenção, o regimento interno e as determinações da assembleia; V – Diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores; VI – Elaborar o orçamento da receita e da despesa relativa a cada ano; VII – cobrar dos condôminos as suas contribuições, bem como impor e cobrar as multas devidas; VIII – prestar contas à assembleia, anualmente e quando exigidas; IX – Realizar o seguro da edificação. Qual a diferença entre síndico profissional e sindico condômino (morador-proprietário)? Em termos de escopo de trabalho, não existe diferença entre síndico profissional e morador. As tarefas descritas na lei se aplicam a ambos os casos, pois o síndico morador também precisa prestar contas do seu trabalho. O síndico (condômino – eleito) deve ser remunerado por assumir essa responsabilidade, geralmente a isenção da taxa condominial.  A diferença se resume, portanto, à presença no local e, em muitos casos, à qualidade do trabalho prestado. Afinal, um síndico profissional (com formação em administração de empresas com ênfase em gestão de condomínios) deve estar preparado para executar as atividades necessárias ao condomínio, enquanto um síndico-morador, geralmente, não tem experiência para esse tipo de tarefa.  Se o prédio (condomínio) tiver um síndico profissional, ele não morar  residir) no prédio(bloco residencial) que administra, podendo, inclusive, trabalhar na gestão de mais de um condomínio ao mesmo tempo. Porém enquanto o sindico morador (proprietário de unidade autônoma) vinculada ao condomínio, em caso de malversação do patrimônio dos condôminos, responde com o seu próprio patrimônio, o sindico profissional autônomo, sem vínculo empregatício ou patrimonial com o condomínio, para sua contratação deve ofertar garantias ao condomínio que possam em caso de malversação do patrimônio dos condôminos suportar os prejuízos causados aos mesmos (terceiros de boa-fé); Como contratar um síndico profissional? Para contratar uma empresa de síndico profissional com boa referência e qualificação adequada, siga as seguintes etapas abaixo: Quanto ganha um síndico profissional? O pró-labore do síndico (gestor ou administrador) condominial, pode variar de R$1.420,00 até a capacidade remuneratória do condomínio. Essa é uma das principais dúvidas e receios de condomínios que consideraram a contratação de uma das melhores empresas de síndico profissional do Brasil. O valor a ser pago ao profissional pode variar bastante, principalmente em relação ao tamanho dos condomínios e a necessidade de exclusividade. Alguns condomínios exigem exclusividade do síndico, o que pode acabar custando mais para o local. Por que contratar um síndico profissional? As empresas de síndicos profissionais têm as competências necessárias para gerenciar o condomínio com o máximo de eficiência. Além de possuir conhecimento nas áreas de administração, contabilidade e noções de direito, o profissional designado para a atividade é organizado e disciplinado para trabalhar de forma autônoma. O condomínio que optar pela contratação de um profissional qualificado com formação em administração de empresas, em especial, com ênfase em gestão de condomínios, deve adotar todas as cautelas possíveis, e, em especial publicar um edital para conhecimento público onde mencione a necessidade de contratação de um profissional autônomo ou empresa especializada, as obrigações a serem assumidas, o tempo de dedicação, a remuneração ofertada, as qualificações exigidas, bem como as garantias que devem os candidatos apresentar ao condomínio, caso estes vejam movimentar os recursos financeiros do condomínio.

Administração de Condomínios

Como implementar e operar um plano de manutenção eficiente

O Plano de Manutenção é um documento que vai nortear como cuidar das manutenções do condomínio em periodicidade programada. O objetivo da implementação do plano é manter, conservar e até mesmo prolongar a vida útil dos sistemas que compõem a edificação. A gestão de manutenção inclui dois eixos de trabalho: – Preservar as características originais da edificação. – Prevenir a perda de desempenho decorrente da degradação dos seus sistemas, elementos ou componentes. As principais vantagens da implementação de um Plano de Manutenções nas rotinas condominiais vão desde manter o condomínio conservado, a valorização do patrimônio, o aumento de bem-estar dos condôminos, que podem usufruir da estrutura sem limitações e em segurança e somado a isso a geração de economia. Atualmente, temos 3 tipos de manutenções: Manutenção Predititiva: Esta manutenção se baseia em monitoramento periódico de máquinas e equipamentos. Costuma ser realizada mediante análise de dados coletados por acompanhamentos programados e inspeções in loco. Manutenção Rotineira: Caracterizada por um fluxo constante de serviços, padronizados e cíclicos. (ex. Limpeza). Manutenção Corretiva: Este tipo de manutenção tem como objetivo corrigir desgastes e falhas, uma vez que já são aparentes e já estão causando algum tipo de transtorno. Neste modelo, são levantados os problemas e os tipos de correção a serem aplicados de acordo com o risco ao qual o condomínio pode estar submetido. Pelo fato de ser uma resposta reativa ao surgimento da falha, o custo de reparo sempre será mais elevado. Na maioria das vezes em que um problema está mais aparente, o grau de comprometimento do sistema (pintura, elétrica, fachada, impermeabilização etc.) vai ser maior. Isso implicará em um custo maior de reparo sem aprovisionamento financeiro, além de poder submeter ou moradores a paralização temporária de algum serviço ou acesso do condomínio. Manutenção Preventiva: Tem como premissa a busca pelo defeito antes que ele possa a se tornar um problema mais sério. Esta ação tem como objetivo proporcionar mais eficiência nas medidas de reparo, durabilidade e excelência. A falta de investimento neste tipo de manutenção, que se antevê aos problemas, pode impactar a vida de todos os moradores, que diante de alguns problemas, podem se deparar com situações emergenciais que demandem uma exposição de caixa imediata para fins de reparação. Não adianta elaborar um plano de manutenções se ele não é colocado em prática, por isso, a NBR 5674:2024 orienta que para operação um Plano de Manutenções é importante ter uma previsão material, técnica e financeira a fim de viabilizar o atendimento dos diferentes tipos de manutenção. O intuito da implementação de um plano de manutenções não é ser mais uma despesa para o condomínio. A ideia é que as despesas e transtornos ocasionados por manutenções corretivas diminuam com a sua implementação, que a vida útil seja prolongada e que os custos de conservação diminuam. As programações que fazem parte do plano de manutenções devem considerar o curto, o médio e o longo prazo da forma a compatibilizar os recursos humanos, financeiros para tal finalidade; minimizar as interferências dos serviços de manutenção no uso da edificação pelos usuários; e conduzir as demandas de serviço de forma que as intervenções sucessivas sejam minimizadas. Como obter um Plano de Manutenções A NBR  5674:2024 indica que é adequado contratar consultoria técnica especializada para este fim. As soluções e indicações de plano serão sob medida para cada condomínio, pois cada um vai ter uma realidade de orçamento, espaço físico e especificidades. Ao contratar uma consultoria é indispensável que o escopo contratado para o plano de manutenção inclua as seguintes informações: Estrutura de documentação e registros que a manutenção condominial deve ter: Esta seria uma estrutura básica de um plano de manutenções que pode gerar memória de dados para o condomínio, colaborar nas ações a serem realizadas, e promover valorização do imóvel atrelada a uma economia que advêm de um gasto eficiente. Caso o seu condomínio ainda não esteja com um plano de manutenção ativo, procure um profissional de engenharia da sua confiança e seguindo as orientações da ABNT NBR 5674:2024 avalie junto com ele como você pode estar melhorando a gestão de manutenção do seu condomínio. Ellen Pereira Carvalho(61) 981180431 werden.engenharia@gmail.com Matéria produzida sob responsabilidade da equipe de profissionais parceiros da JS NEWS – EDITORA JORNAL DO SÍNDICO DE BRASÍLIA

Administração de Condomínios

Fim dos condemônios? Atualização do Código Civil deve incluir expulsão de condôminos antissociais

Expulsar um condômino que não respeita as regras de convivência e, mesmo após advertências e multas, persiste em comportamentos que prejudicam a paz e a segurança do condomínio poderá ficar mais fácil caso o anteprojeto de atualização do Código Civil seja aprovado sem alterações. A proposta visa incluir expressamente na legislação a possibilidade de expulsão de condôminos antissociais, algo que atualmente só é previsto na jurisprudência. Atualmente, o artigo 1.337 do Código Civil prevê multas de até dez vezes o valor da cota condominial para esses casos, mas isso só ocorre com a aprovação de um quarto dos proprietários em assembleia.  Em situações extremas, a justiça tem acatado pedidos de afastamento de condôminos antissociais, os chamados “condemônios”, mas essas decisões podem ser facilmente contestadas, já que o afastamento não está explicitamente previsto na legislação, apenas na jurisprudência. A proposta em tramitação no Congresso Nacional pretende reduzir o quórum necessário para a aplicação da multa de três quartos para dois terços dos condôminos e, o mais importante, incluir a expulsão do antissocial na legislação. Com essa mudança, os juízes não precisarão mais se basear apenas no entendimento dos tribunais para decidir, mas sim em critérios claros e concretos definidos por lei. Inadimplência Contumaz Comportamentos como festas frequentes em horários proibidos, música alta, conversas e gargalhadas durante a madrugada são exemplos comuns de perturbação do sossego, classificados como antissociais. Outras situações incluem agressividade com moradores e funcionários, violência física e verbal, uso indevido das áreas comuns, animais de estimação que causam incômodos excessivos e a falta frequente de pagamento das taxas condominiais. No caso de inadimplência, a medida extrema atual é a perda do imóvel, mas com a atualização do Código Civil, o proprietário poderá ser obrigado a deixar o imóvel antes mesmo de perdê-lo. Expulsão Não Automática Se as mudanças forem aprovadas, a decisão da assembleia terá mais força para expulsar quem não sabe viver em coletividade. No entanto, a expulsão não será automática. O processo seguirá o mesmo caminho: advertências, multas e, se o problema persistir, o condomínio ingressa com uma ação na justiça. O juiz analisará as provas, ouvirá a defesa do condômino acusado e, então, decidirá se é ou não caso de exclusão. Exclusão Temporária Se o magistrado julgar procedente o pedido de exclusão, o condômino antissocial continuará sendo proprietário do imóvel, podendo alugá-lo, arrendá-lo, cedê-lo ou deixá-lo vazio, conforme sua conveniência. Ele perderá apenas o direito de acessar, morar ou frequentar o condomínio, como já ocorre atualmente. A decisão judicial também poderá determinar o período de afastamento, condicionando o retorno do proprietário ao reparo dos danos causados e à garantia de não repetição do comportamento antissocial. Direitos protegidos A atualização do Código Civil, ao incluir expressamente a possibilidade de expulsão de condôminos antissociais, trará maior segurança jurídica para os condomínios, facilitando a manutenção da paz e da convivência harmoniosa entre os moradores. A medida promete tornar o processo mais eficiente, garantindo que as decisões judiciais sejam baseadas em critérios legais claros, beneficiando a coletividade e protegendo os direitos dos condôminos que respeitam as regras de convivência. Cleuzany Lott é advogada especialista em direito condominial, síndica, jornalista,publicitária, Diretora Nacional de Comunicação da Associação Nacional da Advocacia Condominial (ANACON)

Administração de Condomínios

5 Tendências na Gestão Condominial para Ficar de olho!

O mercado de condomínios avançou muito nos últimos anos. A tecnologia já está presente na maioria dos condomínios e uma nova geração de condôminos foi incluída nas comunidades. A continuidade dessas tendências e algumas questões se tornando centrais no trabalho de síndicos e síndicas. Selecionei cinco dessas tendências na gestão condominial e as compartilho a seguir: A segurança das informações do condomínio nunca foi tão importante Segundo informações da Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA), o Brasil é o país da América do Sul que mais sofre com roubo de dados. Ao todo, mais de 2.800 organizações tiveram os seus dados roubados por grupos de ransomware entre 2019 e 2022. Ransomware é quando os dados são sequestrados e um resgate é cobrado da vítima. Outra preocupação dos síndicos com dados diz respeito à LGPD, Lei Geral de Proteção de Dados. Segundo a lei, o condomínio se torna responsável pela segurança dos dados coletados dos condôminos. Eu costumo perguntar para síndicos quais são as iniciativas adotadas para garantir a segurança dos dados no condomínio. É comum ouvir que os dados estão seguros na nuvem. A nuvem é, de fato, uma estratégia inteligente para armazenamento de dados, mas precisamos ter cuidado com segurança, mesmo quando se trata de nuvem. Porque cada nuvem apresenta um nível de segurança. Portanto, é importante que os condomínios procurem uma empresa que garanta a segurança dos dados. A AWS da Amazon, por exemplo, é um dos serviços de armazenamento de dados mais seguros do mundo. Mesmo servidor de empresas brasileiras, como a Natura, e gigantes mundiais, como a Netflix. A minha aposta, neste sentido, é que mais condomínios vão perceber a importância de armazenar os dados com segurança e vão investir mais em soluções que oferecem essa proteção. Moradores querem pagar menos na taxa condominial e o síndico precisará encontrar alternativas de economia O Banco Mundial já alertou sobre a possibilidade de uma recessão econômica mundial neste ano. Notícia ruim para o síndico que já estava planejando um aumento na taxa condominial por causa da inflação acumulada nos últimos meses. Quem trabalha em condomínios sabe que os condôminos não querem pagar mais pela taxa condominial, mesmo que seja um ajuste inflacionário. Isso coloca o síndico em uma situação delicada. Ele, muitas vezes, não tem escolha e precisa aumentar o valor da cobrança ou emitir uma taxa extra. Eu recomendo não decidir por um aumento antes de avaliar se o condomínio pode promover economia e aumentar a arrecadação de outras maneiras. São tarefas difíceis, porém possíveis se houver uma boa gestão. Quando se trata de economia, existem algumas opções que permitem reduzir os gastos do condomínio a partir da tecnologia. Energia solar, por exemplo, é um investimento que o condomínio pode fazer para diminuir o valor da conta de luz. O síndico Leandro Garcia, de Porto Alegre/RS, é um exemplo disso. O condomínio que ele gerencia foi responsável pela economia de mais de 100 mil reais em um ano, após a adoção de energia solar para as áreas comuns. Existem também algumas soluções de minimercado para condomínios, que podem não cobrar nada da comunidade e retornam para o condomínio uma porcentagem das vendas. A comunidade pode economizar também adotando tecnologia na gestão condominial, para realizar tarefas de administração e comunicação. Há aplicativos com recursos que permitem o contato entre síndico e moradores e entre o síndico e os colaboradores do condomínio. Um mesmo aplicativo pode ser usado também para reservar áreas de lazer, aumentar a segurança da comunidade, controlar a entrada e saída de visitantes e gerar relatórios administrativos. Todas essas facilidades centralizadas em uma tecnologia geram economia de tempo e, consequentemente, de recursos do condomínio. Tornam a gestão mais eficiente e melhoram a experiência dos moradores em comunidade. A transparência na gestão cada vez mais valorizada pelos condôminos A transparência vem sendo valorizada em diferentes aspectos da vida contemporânea. A nova geração de condôminos foi criada em um ambiente mais transparente que a geração anterior, e isso tem impacto na gestão condominial. A tecnologia nos acostumou a ter acesso a todo tipo de informação sem muito esforço. E condôminos esperam essa facilidade também na gestão que impacta os seus lares. E essa exigência por transparência diz respeito à gestão condominial como um todo, inclusive o serviço de administração contratado pela gestão. Um exemplo comum de falta de transparência nesse sentido são as chamadas conta pool: contas bancárias coletivas que reúnem o dinheiro de diversos condomínios, sem distinção. Essa é uma prática muitas vezes perigosa porque pode prejudicar o controle do dinheiro do condomínio. O síndico normalmente encontra dificuldade para saber qual é a situação financeira do condomínio em tempo real: acesso aos extratos bancários, prestação de contas, relatórios. Ele passa a depender de terceiros para promover essas tarefas. E os condôminos não conseguirão acessar as informações financeiras do condomínio quando o próprio síndico encontra dificuldades. A boa notícia é que o mercado já oferece soluções que maximizam a transparência na gestão condominial. Transparência de ambos os lados: do serviço de administração com o síndico e do síndico com os condôminos. Incluindo soluções que funcionam muitas vezes como banco, permitindo acesso em tempo real às informações financeiras do condomínio. Síndicos cansados de complicação na prestação de contas Não faz muito tempo que precisávamos sair de casa, comprar um cartão telefônico, procurar um orelhão na rua e, somente depois disso, conseguir ligar para uma pessoa e nos comunicar. Ainda correndo o risco da outra não atender e perdermos tempo, dinheiro e os créditos do cartão. Com o fácil acesso à tecnologia, agora basta enviar uma mensagem ou fazer uma chamada de vídeo e pronto: a comunicação se estabelece. Por outro lado, quando se trata dos condomínios, parece que certas atividades ficaram paradas no século passado. A prestação de contas é um exemplo nesse sentido. Em muitos casos, o síndico precisa solicitar as informações para a administradora, aguardar dias para que os documentos sejam entregues em uma pasta, conferir e certificar-se que estão corretos, pois caso não estejam, devem voltar para a administradora. E somente depois dessa longa espera é

Administração de Condomínios

Os principais desafios de gestão e administração de condomínios

Ser síndico hoje é uma tarefa muito mais complexa do que costumava ser há décadas. Com a popularização dos condomínios que oferecem facilidades semelhantes aos clubes de lazer, a administração condominial se compara à gestão de uma empresa. Isso vale também para os prédios comerciais, principalmente os com grande circulação de pessoas, como funcionários, fornecedores e clientes. Com este novo cenário, para ser um bom síndico é necessário muito mais que um espírito diplomático e fiscalizador: é preciso também conhecimentos em questões jurídicas, contábeis, administrativas, sem contar o desenvolvimento de habilidades pessoais, as famosas soft skills, como empatia, tolerância e muita paciência. Essas qualificações são ferramentas valiosas para encarar os novos desafios e construir uma boa gestão de condomínio, com muito profissionalismo e jogo de cintura, criando um ambiente de satisfação e harmonia entre todos os envolvidos. E para te ajudar a entender mais sobre como chegar a uma administração condominial de excelência e como o perfil do síndico mudou nos últimos anos, fizemos um dossiê, que pode conferir a seguir. O novo papel do síndico na administração condominial A profissionalização do papel do síndico é uma forte tendência que não para de crescer. Nem sempre os moradores ou proprietários do imóvel têm disposição, tempo ou preparo para lidar com a administração do seu condomínio. Mas, se a gestão não for feita de forma adequada, uma série de problemas financeiros, jurídicos e de convivência deixam de ser resolvidos, gerando uma verdadeira bola de neve, que pode interferir seriamente na qualidade de vida dos moradores e, claro, no trabalho do síndico. Portanto, com uma boa administração, todos saem ganhando. Não basta apenas ser um mediador e resolver discussões por causa de barulho fora do horário permitido, do cachorro em local impróprio ou do carro mal estacionado na garagem. As mega estruturas condominiais exigem que quem ocupa a função tenha um perfil de administrador, cuidando também da gestão de pessoas, normas de segurança, além de manter as contas sempre em dia. Como gestor terá uma série de desafios à sua frente e precisará lidar com eles de forma equilibrada e transparente. Até porque o síndico tem obrigações e deveres previstos no Código Civil e é o responsável legal pela administração condominial. Confira a seguir, os principais desafios do síndico profissional e como superá-los: 1. Segurança Com o aumento progressivo dos índices de violência urbana, a segurança e o controle de acesso de pessoas e veículos (link para empresas que prestam esse serviço na Engelink) é a preocupação número um para moradores e gestores de edifícios. E um fato já comprovado é que grande parte das invasões ocorrem pela porta da frente. A boa notícia é que a tecnologia para condomínios (link para empresas que prestam esse serviço na Engelink) vem se desenvolvendo rapidamente e pode atender a essa demanda nas cidades. Neste aspecto, é importante conhecer os diversos tipos de equipamentos disponíveis no mercado e quais são as suas vantagens. Invista em portaria remota, câmeras de monitoramento, centrais telefônicas, alarmes, cercas elétricas, entre outros itens. Mas não basta apenas instalar esses equipamentos. O fator humano é igualmente relevante. O sucesso das medidas de segurança passa pelo treinamento de funcionários e pela sensibilização de moradores, para que atendam às normas de segurança definidas em assembleia. 2. Inadimplência Especialmente em tempos de orçamentos apertados, o controle financeiro deve ser bastante rigoroso. Até pouco tempo, a inadimplência das taxas condominiais era bastante comum e um fator de grande impacto negativo na administração condominial, já que é a sua principal fonte de renda. Mas a nova legislação, vigente desde 2015, agilizou a cobrança desse tipo de dívida. Neste aspecto, vale negociar com o inadimplente, oferecer acordos amigáveis ou até dividir o valor em parcelas para facilitar o pagamento. O morador que não pagar seus débitos pode ser barrado das assembleias e penalizado com o nome negativado e o bloqueio da conta corrente, por exemplo. É uma medida dura, mas que garante ao síndico e aos demais moradores o equilíbrio nas contas e a gestão adequada das atividades rotineiras do condomínio. 3. Gestão de funcionários Para manter uma portaria 24 horas, por exemplo, é preciso a contratação de quatro profissionais para a troca de turnos. Além dos salários, os impostos e os encargos de contratação de cada prestador de serviço são pagos pelos moradores. Além disso, há condomínios que oferecem diversas facilidades aos moradores, como piscina, sala de ginástica, parque infantil, por exemplo. E todos esses equipamentos exigem limpeza e manutenção constantes, além de profissionais qualificados para o acompanhamento das atividades. E para montar esse time, o síndico terá duas opções: a contratação direta ou a utilização de uma plataforma de cotações para terceirização. Independente da escolha, avalie qual é a relação mais adequada para a saúde financeira do seu prédio, priorizando a otimização dos recursos, ou seja, o melhor custo-benefício. 4. Obras de manutenção Para manter o condomínio sempre em ordem, é inevitável conviver com obras ou serviços de manutenção predial. Essas atividades exigem do síndico mais um tipo de conhecimento, mesmo que genérico, sobre engenharia, arquitetura e qualidade de materiais de construção (aqui valeria link para post da Engelink que fale sobre vocês terem uma equipe de suporte). Assim, terá mais facilidade para identificar as reformas prioritárias, selecionar prestadores de serviços qualificados e a defender seus projetos corretamente perante os condôminos em assembleia. 5. Transparência Estabelecer canais de comunicação entre a administração condominial, os moradores e os funcionários é uma forma amigável e eficiente de ser transparente nas ações de gestão. Além de manter todos informados sobre o que está em andamento e onde os recursos estão sendo investidos, é também um meio de evitar possíveis conflitos. Outra boa prática é deixar claras as regras de convivência, a fim de evitar discussões sobre questões simples. E são vários os formatos disponíveis para comunicá-las: informativos nos elevadores e nas áreas comuns ou enviados por email, grupos em redes sociais e reuniões periódicas presenciais – e também online -, e aplicativos específicos para condomínios. É importante que esses canais sejam

Administração de Condomínios

Porteiro, zelador e homem de confiança

Antes porteiro e agora zelador de um condomínio em Coqueiros, Luiz Vitalino Ferreira conta sua trajetória em uma profissão que precisa ser valorizada. O universo condominial conta com vários profissionais inseridos no dia a dia. São cargos que exigem qualificação, liderança, conhecimento em gestão e boa relação com os condôminos. No entanto, existem duas posições no organograma de um condomínio que, além das exigências anteriores, contam com uma qualidade que é diferencial: confiança. Porteiros e zeladores, principalmente os identificados por anos de trabalho no local, passam de funcionários a pessoas em que os moradores confiam como amigos, conselheiros e até como inspiração. Estar atento a tudo que acontece em um condomínio durante o dia, assim como estar vigilante nas madrugadas para que o bem comum de muitos moradores se mantenha a salvo, é o dever de zeladores e porteiros, profissionais que conhecem até mais do local em que os condôminos residem do que os próprios proprietários. Há 25 anos no Condomínio Orlando Sylvio Damiani, no bairro Coqueiros, em Florianópolis, Luiz Vitalino Ferreira, 50 anos, escreve a sua história de vida. Foram 12 anos na portaria, com longas madrugadas, e os últimos 13 anos atuando como zelador. O início da jornada é cheio de incertezas, mas passados um quarto de século trabalhando no mesmo condomínio, muita coisa ele pôde vivenciar, desde moradores que eram crianças hoje já são adultos até fatos curiosos dentro da profissão, como atender morador preso em elevador até a chegada do técnico, abrir um pote de mantimentos, intervir em discussão e muitos outros fatos. “Eu trabalho em um local que me ajudou a ter tudo na vida. Sou muito bem tratado por todos os moradores, exerço meu trabalho de uma forma que estou à disposição. Posso dizer que sou o braço direito do síndico, passo para ele as demandas porque não é tudo que posso fazer. Não deixo os moradores e nem o síndico na mão, é uma relação de muita responsabilidade”, relata. Síndico profissional do condomínio onde Luiz trabalha, Helton Silveira de Souza conta um pouco sobre a relação de ter um profissional para ajudar na gestão, já que nem sempre consegue estar o dia inteiro diretamente no local. “Um síndico, para ter êxito em sua gestão precisa ter ao seu lado profissionais que lhe deem suporte. Dentro do condomínio, eu tenho o profissional Luiz como esse parceiro e colaborador, tantos anos de experiência, cumprindo suas funções com excelência e dedicação. Tenho muita confiança nele, sendo que fico muito tranquilo e seguro de que as funções e a boa ordem dentro do condomínio estão sendo cumpridas com muita responsabilidade, além de nos ajudar com as decisões operacionais que tomamos em conjunto, isso faz parte do sucesso da nossa gestão”, destaca. Como dito anteriormente, a função de zelador oportuniza uma relação de confiança entre o profissional e os moradores. Nesse ponto, entre todos os quatro blocos do condomínio, Luiz conta que tem situações em que só essa relação de proximidade entre eles é capaz de ter algo que nem todos os prédios conseguem ter. “Não é raro um morador pedir para receber um móvel e não poder estar em casa, ele deixa a chave comigo e quando ele chega está tudo dentro do apartamento, instalado e sem ninguém mexer em nada. Poder chegar todos os dias para trabalhar e ser respeitado me deixa muito feliz”. Outro fato que não é corriqueiro na profissão de porteiro é a violência. Nesse ponto, Luiz Vitalino Ferreira conta que teve apenas uma noite de maior tensão em todo esse período no Condomínio Orlando Sylvio Damiani. Ele diz que quatro pessoas tentaram furtar um carro, mas ele deixou o posto para verificar. No fim teve a arma apontada e teve os pertences levados pelos bandidos. Meia vida no condomínio Os 25 anos de atuação dentro do Condomínio Orlando Sylvio Damiani acompanharam o crescimento da família. O filho Lucas, hoje com 22 anos, veio ao mundo quando Luiz já trabalhava no condomínio. Com o que recebia e mais o que buscava fazer nas horas livres, conseguiu construir uma casa e, mais recentemente, a compra de um terreno em Alfredo Wagner. Junto com o filho, empreenderam e hoje contam com uma pousada para locação. “Fomos juntando dinheiro e hoje temos um lugar muito bonito onde as pessoas aproveitam e eu passo os meus 30 dias de férias. Com o trabalho pude dar conforto para a minha família e mostrar aos moradores que sempre podem contar comigo”.

Conheça melhor

Home

Parceiros

Seja Parceiro

Contatos

Sobre Nós

Informe-se

Últimas Notícias

Distrito Federal

Editoriais

Colunas

Classificados

Links Importantes

Política de Privacidade

Edições em PDF

Eventos e Cursos

Contatos

Fundado em Abril de 1984 por Vicente Vecci - Brasília DF