Administração CondominialEdição JS Nr 380, Dez 2017Edições

Norma de Desempenho exige novas condutas

As mudanças trazem uma nova cultura para o setor da construção e sua relação com os usuários Foi entregue em Goiânia, no Setor Negrão de Lima, o primeiro imóvel com as Normas de Desempenho NBR 15575, edificações habitacionais. Essas normas estabelecem parâmetros técnicos para vários requisitos importantes de uma edificação. Como, por exemplo, desempenho acústico, desempenho térmico, durabilidade, garantia e vida útil. Essas novas edificações residenciais trazem um extenso manual com orientações para o usuário promover a manutenção do imóvel. As regras privilegiam os benefícios ao consumidor e dividem responsabilidades entre fabricantes, projetistas, construtores e usuários. A norma NBR 15575 diz que níveis de segurança, conforto e resistência devem proporcionar cada um dos sistemas que compõem um imóvel: estrutura, pisos, vedações, coberturas e instalações.

Para cada um deles, a Norma estabelece critérios objetivos de qualidade e os procedimentos para medir se os sistemas atendem aos requisitos. Por exemplo, a estrutura de uma parede deve aguentar, sem apresentar falhas ou rachaduras, impactos de uma determinada força medida em joules. Sistemas de coberturas têm que apresentar resistência ao fogo durante um determinado período de tempo. Tubulações hidrossanitárias que não estiverem escondidas devem suportar até cinco vezes seu próprio peso.

Vedações de paredes têm que garantir uma redução específica da temperatura verificada no lado exterior do edifício. Proteção acústica também deve ser oferecida, ou seja, deve abafar sons externos dentro de uma medida pré-determinada. A norma prevê uma série de situações de risco para o imóvel e fornece não só a medida, como também instruções de como medir se os sistemas são seguros. A engenheira civil Mariana  Fátima, gestora do setor de engenharia da responsável pela construção do primeiro edifício com as novas modificações, explica que o Manual de Uso e Manutenção do Imóvel foi elaborado atendendo aos critérios da NBR, que estabelece requisitos para o sistema de gestão e manutenção do edifício. “As mudanças trazem uma nova cultura não apenas para o setor da construção, mas para todos os consumidores, que agora passarão a ser orientados quanto aos cuidados que precisam ter para manter e prolongar a vida útil de seu imóvel”. A síndica do condomínio com as novas normas, Ana Flávia Sales, atua há três anos na área e conta que se deparou com um item inusitado na sala da administração do residencial onde trabalhará. No espaço, agora há dois enormes quadros informativos, ocupando quase toda a largura de uma parede, com uma tabela indicativa de diversas manutenções preventivas, como, por exemplo, sistemas estruturais, sistemas de pisos, vedações, coberturas, sistemas hidrossanitários, instala- ções elétricas, entre outras, a fim de manter a qualidade da edificação ao longo dos anos. “As informações vão facilitar o nosso trabalho, pois agora temos informações detalhadas para repassar para as empresas prestadoras de serviço e aos moradores”, argumenta a síndica.

INCÊNDIO E

ISOLAMENTO

As tubulações elétricas e hidráulicas que passam de um andar para outro, no residencial, foram revestidas por uma fita de proteção corta-fogo altamente resistente. Em caso de incêndio, o aumento da temperatura e o fogo fazem com que a fita derreta, preenchendo os vazios das tubulações e impedindo a passagem de fogo e fumaça para os demais pavimentos. Esse processo permite que haja tempo suficiente de fuga em caso de incêndio, conforme a altura do prédio. Quanto ao isolamento acústico, a norma define parâmetros de redução de ruído que dependem do tipo de material utilizado na fachada, nos pisos, nas paredes, nas janelas e portas. Os materiais e processo executivo do residencial geram uma redução de 27 decibéis de ruído nos quartos, enquadrando o ambiente no nível intermediário da Norma. Outros itens também são avaliados, tais como: ruído entre dois apartamentos, ruído entre apartamentos e salão de festas, ruído entre apartamentos e hall comum, entre outros. A espessura do contrapiso e da laje que divide os apartamentos aumentou para atender aos parâmetros da norma, por exemplo.

Fonte: (www.dmdigital.com.br)

 

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