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Elevador cai do 9° andar e quatro pessoas da mesma família morrem

Quatro pessoas da mesma família morreram na noite desta segunda-feira (30/12), em Santos (SP), após um elevador despencar do 9° andar. O edifício residencial Tiffany, onde ocorreu o acidente, é uma das unidades habitacionais destinadas a militares que trabalham na cidade.   O acidente ocorreu por volta das 20h. As vítimas seriam a mulher e mais três parentes de um militar que serve na Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP). Peritos da Polícia Civil estiveram no prédio, além de equipes dos bombeiros, da Polícia Militar, da Defesa Civil do Santos e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas nenhuma vítima resistiu aos ferimentos. De acordo com a Defesa Civil, o acidente aconteceu no elevador de serviço. A rua foi completamente interditada.   Em nota à imprensa, a Marinha lamentou às mortes e disse estar “dando todo suporte possível às famílias” (veja íntegra da nota abaixo).   Nota da Marinha “A Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), informa com pesar a ocorrência de acidente com o elevador do Edifício Tiffany, Próprio Nacional Residencial de militares na cidade de Santos, que lamentavelmente vitimou a esposa e mais três familiares de um militar que serve na CPSP.   O Capitão dos Portos de São Paulo e a Tripulação da Capitania transmitem as condolências aos familiares e amigos pela inestimável perda. A Marinha está dando todo o suporte possível às famílias. O respectivo Inquérito Policial Militar será aberto para apurar o ocorrido.” Fonte: Correio Brasiliense

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Gestão condominial como um trabalho normal

O Síndico em Destaque da coluna este mês de Dezembro de 2019, é o síndico Gustavo Rocha Amaral, sindico dos condominios Villas do Mar Azul, 42 unidades bairro Farolândia e Condomínio Algarve Residence com 48 unidades, no bairro Atalaia em Aracaju-SE. 1-) O que é ser Síndico pra você? Representante legal dos condôminos e do Condomínio, que deve atuar na defesa do patrimônio coletivo e valorização do patrimônio individual, buscando tornar o ambiente interno um lugar aprazível para se viver e trabalhar. 2-) Como você faz pra conciliar suas atividades pessoais, com a de Síndico? Tratar a atividade de gestão condominial como um trabalho normal, que deve ter hora para iniciar e terminar, porém, com a consciência de que problemas e necessidades adversas podem surgir em dias e horários considerados “impróprios”. 3-) Quando assumiu quais os problemas e dificuldades encontradas e qual o maior problema que enfrentou ? No começo da atividade de gestão condominial, em dez/2012, em um grande Condomínio com 400 unidades, havia aprox. R$ 366.000,00 em dívidas junto ao INSS; déficit anual (receitas – despesas) de aprox. R$ 130.000,00; aprox. R$ 266.000,00 à receber de inadimplentes; aprox. 70 unidades regularmente não pagavam a taxa ordinária do mês; 07 pontos de consumo de drogas, além de repasses/venda; descumprimento usual do Regimento e Convenção pelos condôminos por conta do “populismo” de gestores anteriores não aplicarem advertências e multas pelas infrações normativas; estrutura dos 25 edifícios necessitando de reparos; falta de CFTV para solucionar problemas internos; alguns funcionários sem profissionalismo; e outros problemas. Se fosse para definir apenas um grande problema, seria o de assumir um Condomínio financeiramente “quebrado”, sem dinheiro para fechar as contas do mês e ainda prestes à ter as contas bancárias bloqueadas pela Justiça, por falta de pagamento ao INSS. 4-) Quais foram as melhorais implantadas na sua gestão e qual economia o condomínio obteve com a implantação dessas melhorais? Após refletir sobre todos os problemas, foi elaborado de forma simples um plano de metas de curto, médio e longo prazo (cinco anos). Primeiro, foi realizada uma revisão geral de todos os gastos, no intuito de promover austeridade. Segundo, revisão do quadro de funcionários, diminuindo o efetivo e otimizando os resultados. Terceiro, acompanhamento de todos os processos administrativos e operacionais da equipe de trabalho, incluindo dos terceirizados. Quarto, fiscalizando o ambiente interno e aplicando advertências e multas às unidades infratoras, além de advertências e suspensões à funcionários que cometiam erros regulares. Quinto, modificação do Regimento e “endurecimento” das cobranças aos inadimplentes. Sexto, Assembleias constantes (média de 07 por ano) para prestar contas, ouvir e formalizar/deliberar as iniciativas posteriores. Como consequência, todo o Condomínio teve o seu contexto modificado em 02 anos (após reeleição) e mais de 1.300 fotos das ações foram publicadas online, em 05 anos de Gestão. 5-) Como faz para manter atualizada a inspeção predial ? Na fase “sem dinheiro” do Condomínio, somente com ações de “quebra-galho”, seletivando a manutenção apenas nas áreas mais necessitadas. Depois, com as contas em dia e com saldo “extra”, algumas melhorias foram realizadas, mas ainda sem atender aos preceitos da NBR 16.280, pois em Condomínios grandes, antigos e mal cuidados por muitos anos, somente com centenas de milhares de reais de arrecadação extra pode-se adequar a estrutura às normas. 6-) Cite Quais são os principais desafios no seu condomínio, no dia-a-dia? No Condomínio onde resido, os principais problemas da Gestão, diz respeito aos problemas internos/regimentais, provocados principalmente pelos moradores “temporários” (estudantes universitários, que correspondem a aprox. 60% dos moradores), pois somente 20% das unidades são ocupadas por condôminos e suas famílias. Nos Condomínios em que estou como síndico, há poucos problemas sociais, por ser outro tipo de ambiente (mais familiar), mas há a permanente necessidade de manutenção preventiva. 7-) Na sua opinião, quais são os elementos de sucesso para um bom Síndico e como os condôminos podem ajudar na Gestão? Estudar os temas relativos à Gestão Condominial, ter probidade e ser transparente nos atos administrativos, além de não confiar “cegamente” nas pessoas que dizem querer ajudar, são alguns pilares para uma boa Gestão. Estimular os condôminos à participação na Gestão é sempre positivo, porém, deve-se ter o cuidado de filtrar o que pode ou não ser feito/executado, porque muitas vezes as pessoas querem o que é indevido ou ilegal, cabendo ao Síndico saber dizer “não” nos momentos devidos. 😎 Com respeito a acessibilidade, sustentabilidade e educação ambiental quais são os desafios ? O custo para adaptar as estruturas de um Condomínio antigo à algumas normas regulamentadoras que objetivam dar mais segurança e acessibilidade aos PNE’s e sustentabilidade ao ambiente condominial, por vezes, é inexequível. Cabe à Gestão realizar trabalhos de instrução e fazer àquilo que estiver ao seu alcance para melhorar o contexto condominial, tendo o cuidado de registrar em ATA suas tentativas de adequar o Condomínio às leis e normas, para que, posteriormente, o(a) gestor(a) não seja acusado de omissão. 9-) Hoje a segurança é uma questão primordial, quais medidas foram ou são tomadas para melhorar esta questão aqui no condomínio ? Buscar manter o cadastro de moradores atualizado; regularmente ficar na Portaria para ver o trabalho dos agentes e conversar com eles sobre os acontecimentos; implantar uma rotina de atendimento para a Portaria; vistoriar regularmente as barreiras perimetrais do Condomínio; e ofertar ao moradores tecnologias para aprimorar o controle de acesso. 10-) Qual a mensagem você passaria para futuros síndicos? Antes de concorrerem ao pleito, estudem a área condominial. Busquem entender o Código Civil, no capítulo pertinente à Gestão de Condomínios. Estudem a Convenção e o Regimento do Condomínio. Busquem ser honestos e probos na função, mesmo que isso cause “transtornos” temporários. Muitas pessoas se aproximam dos síndicos para tentar obter vantagens e mudam de comportamento quando os mesmos não fazem tudo o que querem ou quando deixam de ser síndicos. Agir com racionalidade, confiando em seus estudos e em seu próprio esforço é a melhor coisa à se fazer. Quanto menor for a expectativa nos outros, menores serão as decepções.  

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Telhado predial tão importante quanto o alicerce

Todos os anos, alertamos síndicos e administradores de condomínios sobre a necessidade de se fazer a manutenção preventiva no telhado Todos os anos, alertamos síndicos e administradores de condomínios sobre a necessidade de se fazer a manutenção preventiva no telhado. Sabemos que a cidade de São Paulo, a cada ano que passa, sofre mais e mais com os temporais que assolam a muitos. É sabido também que as chuvas já não têm mais a mesma intensidade que outrora, pois são às vezes tão fortes que derrubam árvores, alagam lojas em lugares antes nunca alagados, arrastam carros e deixam bairros inteiros ilhados; enfim, fazem o maior estrago e causam prejuízos incalculáveis a todas as camadas. Antes de chegar às sarjetas, a maior parte do volume de águas, primeiro, atinge o telhado de casas e prédios da cidade, só então chegam ao solo. Um ponto importante a pensar é que se o trajeto das águas inicia-se pelo telhado, isso obviamente requer uma boa estrutura de captação e escoamento, para que o fluxo de descida seja igual ao volume recebido, principalmente durante grandes temporais. Quando a quantidade de chuva que cai por minuto é superior ao suportado pelo sistema de captação, seja do telhado ou das vias públicas, temos então transbordamentos do sistema de captação dos telhados e grandes inundações nas ruas, as quais todos nós já conhecemos muito bem.Mas será que o telhado do seu prédio está preparado para captar toda essa água e conduzi-la até as sarjetas e galerias? Em se tratando dos edifícios, assunto pertinente a esta matéria, muitas são as ocorrências em que verdadeiras inundações são provocadas pela má situação e conservação dos telhados. Isto porque o telhado é uma parte do prédio que fica, na maioria dos edifícios, longe dos olhos dos condôminos e, em muitos casos, longe da preocupação dos zeladores, administradores e até mesmo síndico. Vale salientar que em quase todos os casos de vazamentos ocorridos por deficiência nos telhados, todos os moradores são prejudicados direta ou indiretamente, pois os que não residem no último andar e, por isso, não sofrem com os vazamentos, acabam pagando a conta através de rateios para custeio de correções no telhado e pagamento de prejuízos causados por infiltrações nos apartamentos; sem falar nas indenizações por danos provocados a terceiros, devido a objetos (ex. telhas, rufos, cumeeiras, etc.) que, por falta de manutenção, se desprendem do telhado e atingem pedestres, casas, carros e prédios vizinhos. Lembramos ainda que em muitos casos os vazamentos do telhado acabam por danificar sistemas inteiros de energia elétrica, chegando a causar curto-circuito na caixa de força de entrada do prédio, alastrando os danos para o sistema de cabeamento de antenas coletivas e interfones, através dos conduítes embutidos nas prumadas. Este é o melhor momento para realizar a manutenção preventiva no telhado do seu edifício, e assim evitar passar as festas de fim de ano preocupado com os vazamentos causados por danos no telhado. Pense nisso. Fonte:Tarcízio da Rocha Técnico em Edificações tarciziodarocha@gmail.com

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Ser um bom síndico, é ser um bom líder

O Síndico em Destaque da coluna este mês de Outubro de 2019, é o Sr. José Luiz Alves da Cunha, síndico do DF Plaza Shopping, com 3 torres residenciais são 1.250 unidades, 900 salas comerciais. alén do complexo hoteleiro, e 3500 vagas de estacionamento, Rua Copaíba R Águas Claras – DF. 1-) O que é ser Síndico pra você? A principal caracteristica para ser um bom síndico, é ser um bom líder, afinal, é ele quem vai representar os condôminos e a administração do condominio. È muito importante ouvir as demandas, saber lidar da melhor forma com as questôes internas e promover a integração dos moradores. 2-) Como você faz pra conciliar suas atividades pessoais, com a de Síndico? È essencial limitar os horários de atuação como síndico e formas de atendimento presencial , que o contato seja realizado através do zelador quando fora do horário estabelecido, chefe da portaria, ou através de comunicado interna por e-mail , para atender as demandas dos moradores. Um livro de reclamação ou sugestão é mantido na portaria principal de fácil acesso aos moradores, sendo assim, manter uma gestão fácil , clara e transparente. 3-) Quando assumiu quais os problemas e dificuldades encontradas e qual o maior problema que enfrentou ? Sempre foi a questão de segurança, aprendendo a conciliar, interesse de todos no acesso ao condomínio. 4-) Quais foram as melhorais implantadas na sua gestão e qual economia o condomínio obteve com a implantação dessas melhorais? Melhorias como na contenção de gastos com telefonia, redução da taxa bancaria na conta do condomínio, redução de taxa de mensalidade em TV a cabo e internet, orientação aos funcionários na utilização de água, como lavar as áreas comuns com redução de água, acionamento dos elevadores de forma independente, mantendo assim a orientação que os condôminos acionem apenas um elevador, redução de energia com lampadas econômicas na garagem e áreas comuns. 5-) Como faz para manter atualizada a inspeção predial ? A segurança é primordial, realizada por profissional capacitado, sendo ele o engenheiro da construtora ou algum responsavel técnico para a manutenção predial, das janelas, tubulações de gás, caixa dágua e vistoria na construção. 6-) Cite Quais são os principais desafios no seu condomínio, no dia-a-dia? Fazer vistorias diárias nas áreas comuns, buscando interação do condomínio junto com prestadores de serviços, prevalecendo assim um atendimento de excelência a todos!! 7-) Na sua opinião, quais são os elementos de sucesso para um bom Síndico e como os condôminos podem ajudar na Gestão? Um trabalho em equipe é fundamental criar comissões para assuntos específicos no condomínio como realização de obras ou melhoria no lazer. Decisões importantes em assembléia de comum acordo com os condôminos, faz o trabalho fluir com mais agilidade. 😎 Com respeito a acessibilidade, sustentabilidade e educação ambiental quais são os desafios ? Modernizar um empreendimento, para que ele se torne viável a todos os condôminos , dentro da lei, como rampa de acesso, piso não escorregadio, avisos de limpeza para tomar os devidos cuidados, orientação correta na coleta do lixo podendo os moradores separar seu próprio lixo descartando em locais apropriados. Fazendo assim, uma ação pensando no coletivo e bem estar na nossa moradia. 9-) Hoje a segurança é uma questão primordial, quais medidas foram ou são tomadas para melhorar esta questão aqui no condomínio ? Um descuido de uma só pessoa pode levar em risco aos demais moradores, instruir os condôminos e funcionários é de suma importância, vale ressaltar hoje, que a grande quantidade de entregadores de refeição tomaram conta do mercado, um exemplo é solicitar ao morador em retirar sua encomenda, na portaria. Definir regras de portaria, quanto ao controle de visitantes, prestadores de serviço de um modo geral, exigindo documentação a ser apresentando antes de subir ao apartamento, anotar placa de carros de visitantes e iluminação adequada na portaria com câmeras de segurança. 10-) Qual a mensagem você passaria para futuros síndicos? Liderança , seria a palavra para saber organizar nos condominios uma melhor convivência, estabelecendo metas a cumprir a fim de realizar um bom trabalho, estabelecendo a harmonia coletiva em prol de uma comunidade.    

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A Responsabilidade Subsidiária Trabalhista do condomínio em relação aos serviços das empresas terceirizadas

Caros leitores, hoje abordaremos um tema de suma importância voltado para área condominial, no tocante a terceirização de serviços e a responsabilidade subsidiária trabalhista, na qual uma empresa contratada oferecerá empregados para diversas funções, tais como, portaria, limpeza, conservação, vigilância dentre outros e como atividades monta escala, treina funcionários, repõe faltas e arca com débitos trabalhistas e previdenciários, e em contrapartida o condomínio paga uma mensalidade a contratada. Para isso, o condomínio necessita de funcionários especializados e bem treinados para exercerem tal ordem, cabendo ao síndico a responsabilidade da contratação de empresas terceirizadas ou empregados individuais.   É de suma importância que, na hora da contratação, o síndico como representante do condomínio, e com apoio de um advogado especializado observe no contrato que será assinado entre as partes todas as garantias e incluir no contrato as exigências das leis trabalhistas, pois, caso contrário, a não observância pode gerar responsabilidade civil e trabalhista pela ação ou omissão.   Além disso, aspecto considerável na contratação destas prestadoras de serviços é que, caso o empregado falte ao serviço, a empresa se responsabiliza pela reposição, de modo a evitar a não realização dos serviços necessários.   Acontece que, por equívoco, algumas pessoas acreditam que realizando este tipo de contratação, estarão livres de quaisquer ações trabalhistas, em razão de inexistir um vínculo de emprego direto, já que os funcionários são subordinados da empresa contratada e não do Condomínio. Entretanto, ainda que não haja contratação direta, individualizada de cada um dos funcionários, havendo inadimplemento de verbas trabalhistas, ou seja, se a empresa terceirizada deixar de realizar qualquer pagamento aos funcionários que prestam serviços no Condomínio, este, na qualidade de tomador de serviços, será responsável subsidiário, conforme prevê a súmula 331, IV do Tribunal Superior do Trabalho. A terceirização é regida pela Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho, que estabelece que o poder diretivo e a subordinação pertencem, única e exclusivamente, ao prestador de serviços. Se o síndico passa a comandar o empregado terceirizado, a terceirização será descaracterizada e o vínculo empregatício será reconhecido diretamente com o tomador de serviços. Nesse entendimento, são os seguintes julgados: RECURSO ORDINÁRIO INTERPOSTO PELO RECLAMANTE. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO SEGUNDO RECLAMADO. O tomador do serviço terceirizado é subsidiariamente responsável pela satisfação dos créditos reconhecidos ao trabalhador na hipótese de eventual inadimplemento da empresa prestadora, de vez que se beneficiou do serviço prestado. Adoção, como razão de decidir, da orientação contida na Súmula nº 331 do TST. Recurso provido.(TRT-4 – RO: 00208524420165040003, Data de Julgamento: 25/05/2018, 5ª Turma). Terceirização. Responsabilidade do tomador de serviços. A terceirização de serviços,ainda que válida, não exclui a responsabilidade subsidiária do tomador, vez que este último deve agir com cautela na escolha da empresa terceirizada e na fiscalização do cumprimento desta para com seus empregados. Não o fazendo, responde subsidiariamente por culpa “in eligendo” e “in vigilando”.(TRT-2 – RO: 00000954220135020083 SP 00000954220135020083 A28 Relator: ANTERO ARANTES MARTINS, Data de Julgamento: 30/06/2015, 6ª TURMA, Data de Publicação: 08/07/2015.A referida Súmula dispõe o seguinte: “O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações, desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.”. Ainda, a Súmula 331 do TST prevê em seu inciso VI que a responsabilidade subsidiária abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral, ou seja, todo o período trabalhado e não pago pela prestadora de serviços, ainda que o Condomínio tenha realizado o pagamento para esta, deverá ser suportado por ele, de maneira subsidiária. É importante esclarecer ainda que, esta responsabilidade é limitada ao pagamento dos valores referentes somente ao período em que o Condomínio foi beneficiado pelos serviços do trabalhador, sendo que será eximido de cobrir dívidas trabalhistas de períodos em que o trabalhador não prestou serviços no Condomínio. Além disso, o Condomínio pode exigir da empresa terceirizada a ser contratada nota fiscal referente aos serviços prestados, comprovantes de pagamento de salários dos empregados, recibos de vale alimentação/refeição, bem como recibo de vale transporte e demais verbas trabalhistas, com a finalidade de resguardar os direitos dos empregados da empresa e assegurar que o Condomínio não seja prejudicado por eventuais inadimplementos de verbas trabalhistas por parte das empresas terceirizadas. (Lembrando que o síndico pode/deve cobrar toda documentação de sua administradora e que a mesma fiscalize juntamente com o síndico, no que tange aos recolhimentos e pagamentos em relação aos funcionários da terceirizada que presta serviços ao condomínio. Segundo a Dra. Evelaine Galvão advogada especialista em Direito Condominial é de suma importância destacar o que o Condomínio deve fazer para evitar a responsabilização em ações trabalhistas, assim, a prevenção do Condomínio pode iniciar com a pesquisa referente à empresa terceirizada a ser contratada, como é vista no mercado, se possui os devidos registros e alvarás de funcionamento e ainda, se possui os programas obrigatórios de saúde, medicina do trabalho e ações na seara cível e trabalhista. Assim, diante tudo que foi dito, para elucidar de vez o assunto, o que significa dizer que o Condomínio, na qualidade de tomador de serviços responde de forma subsidiária? Significa dizer que o devedor principal dos débitos trabalhistas será a empresa terceirizada (contratada pelo condomínio), entretanto, se esta não cumprir com o pagamento, os créditos trabalhistas serão cobrados do Condomínio (tomador de serviços). Por fim, destacamos a importância da contratação de jurídico especializado que garantirá o suporte legal e apoio em decisões estratégicas e orientará o síndico nos seguintes termos: contar com a ajuda da administradora ou de um especialista na hora de terceirizar os serviços; avaliar as garantias dispostas no contrato de prestação de serviços; pesquisar a reputação da empresa terceirizada antes de fechar o negócio; verificar as certidões negativas de débito da empresa; exigir mensalmente a comprovação do pagamento de todas as despesas com empregados, a fim de viabilizar a boa gestão condominial e de evitar ações trabalhistas que trazem enorme desconforto para ao condomínio e seus condôminos.  

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Gestão criativa de estacionamentos

“Spark”, no inglês quer dizer centelha, fagulha ou desencadear, incentivar. O Sparking, um trocadilho com a palavra “Sudoeste”(bairro nobre de Brasília) e “parking”(estacionamento) traz um projeto personalizado e inovador em vários sentidos para o Condomínio do Centro Clínico Sudoeste. Atualmente, no prédio, há quase 100 empresas na área de saúde em funcionamento recebendo 4000 pessoas por dia, e altíssima taxa de ocupação. Os imóveis (250 vagas de garagem) onde hoje a atividade é exercida desde 2003 foram da Construtora, sendo que o grau de ingerência do condomínio era baixíssimo, inclusive se transformado numa pesada(e cara) agenda judicial nos anos mais recentes. Somente após julho 2019, com a propriedade dos imóveis assegurada ao condomínio, pudemos fazer as intervenções necessárias e com o nível de qualidade que o prédio merece. Parte da receita da exploração do estacionamento será transferida mensalmente para o novo dono e destinada para execução de obras e melhorias diversas. Neste contexto, foi criado o “Sparking Estacionamento Criativo”. A empresa propositalmente mudou o sobrenome de “Rotativo” para “Criativo”, pois em vários sentidos, este novo modelo de negócio visa quebrar o paradigma da maioria dos prédios residenciais e comerciais onde as garagens são um lugar sem vida, depósito de tranqueiras em armários e invariavelmente pintadas de amarelo, preto e branco. As cores predominantes do Sparking são o preto e azul, tendo o cinza e branco como cores complementares. São grandes diferenciais do novo gestor do estacionamento rotativo: Projeto de arquitetura e design de interiores modernos, além de comunicação e atendimento. Por exemplo, há quadros espalhados com fotos de super carros em belos cenários, e uma TV posicionada na frente dos elevadores que exibe de forma intercalada vinhetas da logomarca, fotos inspiradoras de veículos  e rápidas tomadas áreas do prédio. Também um grande mural ilustrando a cidade de Brasília, para que os clientes mais empolgados postem nas mídias sociais.  Equipamentos da marca Linkc, empresa baseada em Campinas(SP) foram os escolhidos, e por coincidência trazem as cores preto e azul.    O acesso a garagem se tornará uma experiência única e atraente no edifício e até mesmo no Brasil. A inspiração é resultado de horas e horas de um prazeroso estudo por projetos arrojados implementados em todo Planeta Terra, em especial na França, Alemanha e Espanha.   Havia frequentes reclamações e duras críticas nas mídias sociais do preço do serviço, qualidade do atendimento,  limpeza e aparente abandono. Felizmente, aos poucos está sendo mudado este estigma com tratamento humanizado e constantes melhorias em pintura, iluminação e decoração. Também uma tarifa mais barata e possibilidade de pagamento em totens automáticos. Há depoimentos positivos espontâneos por parte dos clientes diariamente.  Apesar dos poucos meses de funcionamento, o Sparking ganhou em setembro/2019 o prêmio “Cidades e Condomínios” na categoria empreendedorismo e também o prêmio “Indicados Revista Infra 20 anos” em novembro/2019 em São Paulo. Almejamos por outros de arquitetura ou específicos do segmento. Nos surpreendeu convites de condomínios comerciais em Brasília e Goiânia para início de parceria. Para seguir no facebook e instagram: @sparkingec   Marcelo Sicoli, *Síndico do Centro Clínico Sudoeste(Brasília-DF),  premiado no Brasil e no exterior. Articulista de vários jornais e websites, consultor internacional e corretor de imóveis (CRECI-DF 20576).  Conselheiro do CRECI-DF. E-mail: sindicoccs@outlook.com whatsapp: (61)98250-8656

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PASSEATA CONTRA O FEMINICÍDIO.

O feminicídio é o homicídio praticado contra a mulher em decorrência do fato de ela ser mulher (misoginia e menosprezo pela condição feminina ou discriminação de gênero, fatores que também podem envolver violência sexual) ou em decorrência de violência doméstica. A lei 13.104/15, mais conhecida como Lei do Feminicídio, alterou o Código Penal brasileiro, incluindo como qualificador do crime de homicídio o feminicídio. Tipos de feminicídio A Lei do Feminicídio não enquadra, indiscriminadamente, qualquer assassinato de mulheres como um ato de feminicídio. O desconhecimento do conteúdo da lei levou diversos setores, principalmente os mais conservadores, a questionarem a necessidade de sua implementação. Devemos ter em mente que a lei somente aplica-se nos casos descritos a seguir: Violência doméstica ou familiar: quando o crime resulta da violência doméstica ou é praticado junto a ela, ou seja, quando o homicida é um familiar da vítima ou já manteve algum tipo de laço afetivo com ela. Esse tipo de feminicídio é o mais comum no Brasil, ao contrário de outros países da América Latina, em que a violência contra a mulher é praticada, comumente, por desconhecidos, geralmente com a presença de violência sexual. Menosprezo ou discriminação contra a condição da mulher: quando o crime resulta da discriminação de gênero, manifestada pela misoginia e pela objetificação da mulher. Quando o assassinato de uma mulher é decorrente, por exemplo, de latrocínio (roubo seguido de morte) ou de uma briga simples entre desconhecidos ou é praticado por outra mulher, não há a configuração de feminicídio. O feminicídio somente qualificará um homicídio nos casos descritos nos tópicos acima. DIA: 26/10/2019 HORÁRIO: 8:30  LOCAL: GAMA -DF SAÍDA EM FRENTE A ADMINISTRAÇÃO DO GAMA VENHA E PARTICIPE !

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Difícil tarefa de administrar as diferenças

O Síndico em Destaque da coluna este mês de Setembro de 2019, é o síndico Rener Almeida, do Condomínio do Edifício Residencial Mont Bello, com 84 unidades e 7 lojas, na Rua 9 Norte Lote 02 Águas Claras – DF. 1-) O que é ser Síndico pra você? Trata-se de um condômino que deixa o comodismo, a passividade e a inércia de uma vida tranquila de um Edifício e se aventura na difícil tarefa de administrar as diferenças entre os moradores, gerenciar recursos, prestar contas de todos os seus atos e decisões, busca criar ambiente harmonioso entre os moradores, fiscaliza recursos, uso de espaços, gerencia os equipamentos, realiza manutenções preventivas e corretivas, zela pela higiene, limpeza e segurança do edifício, ou seja, assumi responsabilidades civis e criminais em nome do bem estar dos moradores do seu condomínio. 2-) Como você faz pra conciliar suas atividades pessoais, com a de Síndico? Quando assumi a administração pela primeira vez, tive dificuldades de estabelecer limites entre o pessoal e a função de síndico. Sempre me via envolvido a todo o instante nos problemas cotidianos do condomínio, o que acabava gerando conflitos familiares. Com o passar do tempo comecei a filtrar os problemas repassados e elencar os que realmente se caracterizavam como extremamente urgentes, urgente, administráveis e sem nenhuma urgência. Com isso consegui conciliar minha vida profissional, familiar e a administração do Condomínio. Claro que tudo isso teve o apoio de toda a equipe técnica (Limpeza e Portaria), que aprendeu também a filtrar os problemas, mesmo diante de pressões de determinados condôminos. 3-) Quando assumiu quais os problemas e dificuldades encontradas e qual o maior problema que enfrentou ? Em 2015, assumi a administração, quase fui expulso de casa pela minha esposa que já estava muito irritada por eu ser do conselho fiscal, mas aos poucos fui amansando a fera e hoje tenho total apoio de minha esposa e família. Quando assumi, a primeira reunião que fiz 30 dias após minha posse foi criar comissões, de forma a envolver muitos moradores na administração, criamos comissão de redução de custos, comissão de obras e comissão de administração. Com essas 3 comissões começamos a analisar as contas junto com o Conselho Fiscal e identificamos diversos contratos que necessitavam de revisão. O primeiro contrato que mexemos foi o contrato de limpeza, fizemos um distrato com a empresa que estava a pelo menos uns 5 anos, que a época cobrava o que pagamos hoje. Essa empresa apenas fornecia o serviço de limpeza e portaria, nada a mais, fizemos análise de várias empresas e identificamos uma que cobrava R$ 6.000,00 abaixo do valor, fornecendo: recarga de extintores, lavagem das caixas d’águas e gorduras, jardinagem, manutenção da piscina. Todos esses serviços eram pagos a parte pelo condomínio, com isso conseguimos uma redução de mais R$ 3.000,00. A época o síndico anterior já havia pedido o terceiro aumento no ano da taxa condominial, o que para nós era um valor superestimado. Quando assumi, já assumi com o valor da Taxa condominial bem alta, não existia recurso no Fundo de Reserva Transparência, educação, polidez, paciência, honestidade, trabalho em equipe, capacidade de conciliar e negociar são requisitos essenciais para que um síndico realize um excelente trabalho pois se gastava tudo, os recursos captados com os aluguéis de espaços se misturavam com a taxa ordinária, bem como as últimas parcelas de uma taxa extra utilizada para reforma das áreas de lazer também se misturavam com as taxas, o condomínio vivia deficitário e todo o aumento era insuficiente, pois não havia um planejamento orçamentário. Além dos problemas nos contratos, de recursos e de caixa, também identifiquei uma dívida com a CAESB no valor de R$ 30.000,00, que a administração anterior deixou de pagar contas durante 12 meses, porque a CAESB cobrava nas contas uma Diferença de Hidrômetro. Busquei a CAESB renegociei a dívida, fiz uma Taxa extra para pagamento em 7 parcelas, quitamos o débito e busquei com os membros da comissão de redução de custos e de obras identificar o problema, causado, pelo vazamento no cavalete do sistema de bombeamento da caixa d’água subterrânea para as caixas D’águas superiores. Com isso já tivemos mais uma redução de quase 2.500,00 nas contas de água. Quando assumi também identifiquei a sauna a mais de 3 anos sem funcionar, o sistema de alarme de incêndio inoperante, o valor do seguro predial subestimado, ou seja, abaixo do valor de mercado que pudesse cobrir as unidades por qualquer irregularidade ou caso fortuito, sistema de para raios danificados, inúmeros vazamentos sem identificação em várias vagas de garagem. Com a reorganização das finanças, criei 5 contas poupanças, sendo uma para pequenas obras onde passei a destinar 0,5% mensal sobre a taxa ordinária para essa poupança, uma segunda para Reserva de Contingência onde passei a destinar 2% da Taxa ordinária para essa poupança, uma terceira para Fundo de Reserva, quarta para Aluguéis de Espaços onde foram depositados todos os valores arrecadados com aluguéis de espaços e por último uma poupança exclusiva para Taxa Extra. Com a destinação desses recursos, consegui reformar as áreas de lazer fazendo armários e adquirindo mobiliários para piscina, refiz todo o sistema de incêndio e para raios, reformei a sauna, substitui o sistema de aquecimento elétrico da piscina que causava reclamações dos moradores pelo seu barulho ensurdecedor, por um aquecimento a gás. Identifiquei os diversos vazamentos nas garagens como sendo oriundos das jardineiras, busquei eliminar todas, com isso acabou-se os vazamentos e infiltrações, reformei os pisos dos elevadores, troquei peças caríssimas dos elevadores que queimaram, e fiz toda a calçada envolta do prédio, após notificação da AGEFIS, que ficou no valor de R$ 60.000,00, sem uso de taxa extra, mas com os recursos economizados com a readequação e economia dos gastos. Também recompus o fundo de reservas. Estamos a 5 anos com o mesmo valor da taxa condominial, desde de que assumi, possuímos recursos em todas as contas para fazer jus a possíveis emergências. Tudo graças ao bom gerenciamento dos recursos. Criei diversas tabelas de controle financeiro

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Caesb lança novas funcionalidades em seu aplicativo

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal – Caesb lançou três novas funcionalidades para o seu aplicativo de autoatendimento. Agora, além dos serviços já ofertados (imagem) os usuários podem solicitar a revisão de suas contas, bem como a alteração da titularidade e da data de vencimento por meio do aplicativo. O layout do app tém foi modificado, respeitando os padrões de acessibilidade do Governo Federal. Dessa forma, todos os serviços aparecem na página de abertura, sem que seja necessário usar a barra de rolagem. A arquitetura do aplicativo foi reformulada obedecendo a Lei Geral de Proteção de Dados. O seu uso tornou-se mais seguro, uma vez que os dados são criptografados. Outra melhoria do app é que os clientes podem fazer o acompanhamento de suas demandas por meio dele. Nos últimos seis meses, a Caesb recebeu mais de 20 mil solicitações de serviços relativos à revisão de conta, alteração de titularidade e data de vencimento. Desse total, 19 mil solicitações pediram revisão de conta e o atendimento foi feito presencialmente, por telefone ou pela internet. Usando o aplicativo, é possível agendar uma vistoria na residência a fim de comprovar que o usuário tomou providências e terá direito a um desconto na conta questionada. O gerente de Desenvolvimento e Manutenção de Sistemas da Caesb, César Augusto Ribeiro da Fonseca, acredita que o desenvolvimento das novas funcionalidades irá reduzir o volume de pessoas que se deslocam até os escritórios de atendimento. “Esperamos um aumento da satisfação do usuário bem como da eficiência empresarial da Companhia”, defende César. Até o momento, o aplicativo possui cerca de 50 mil downloads ativos no sistema Android e 10 mil no sistema IOS, da Apple. Somente na última semana, seis mil novos usuários baixaram o aplicativo. Nos últimos seis meses, o app foi aberto 145 mil vezes pelos usuários, o que representa uma oportunidade de prestação de serviço pela Companhia.

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Carregamento de Carros Elétricos

Num passado não tão distante éramos informados por meio dos telejornais que no futuro os carros e demais meios de transporte seriam prioritariamente movidos á energia elétrica. Tal demanda ocorria devido ao alto preço dos combustíveis fósseis, pelo declínio das reservas de petróleo no mundo e também por preocupações ambientais como a poluição gerada nas cidades. Um quinto de toda emissão de dióxido de carbono (CO²) é oriundo da emissão de fumaça liberada pelos motores alimentados por combustíveis fósseis dos carros nas grandes cidades, sendo a principal fonte de poluição do ar nos grandes centros urbanos.   Nas famosas feiras automobilísticas diversos fabricantes brigavam para mostrar seus protótipos que entrariam em produção, e que dentro de alguns anos estes já estariam nas ruas das grandes cidades, em especial as do primeiro mundo (Estados Unidos, Europa) e China.   A época as previsões de valores destes modelos os tornavam bens de certa forma proibitivos para a grande maioria dos consumidores, que somado ao baixo desempenho das baterias, o que afetava negativamente a autonomia destes automóveis, nos levava a crer que demoraria muitos anos para que estes modelos se fizessem presentes nas ruas brasileiras.   Entretanto o avanço no desenvolvimento de baterias mais eficientes nos últimos anos impulsionou não somente o desenvolvimento e lançamento de vários modelos de carros híbridos (elétricos e combustão interna) e elétricos, bem como de outras opções de transporte (ônibus, motocicletas e até mesmo patinetes elétricos).   A produção de carros elétricos acelera pelo mundo, já provoca mudanças na indústria automobilística e promete transformações na mobilidade urbana. Entre os anos de 2015 e 2016 a produção deste tipo de veículo aumentou em 60%. De acordo com o relatório Global EV Outlook 2017, da Agência Internacional de Energia (AIE), a quantidade de unidades em estoque no mundo poderá chegar a 70 milhões de unidades em 2025. Outra projeção, esta elaborada pela consultoria Morgan Stanley indica que em 2030 aproximadamente 16% da frota global de veículos de passeio será movida a baterias. Existe montadora que já anunciou que a partir de 2020 todos seus carros produzidos serão elétricos, tendo estabelecido uma data para abandonar a produção de carros com motores à combustão.   Embora ainda com preços considerados altos para o mercado brasileiro, é estimado que em 2020 a frota brasileira de veículos elétricos possa atingir a marca de 40 mil unidades. Mesmo que de forma tímida se comparado com outros mercados (chinês, americano e europeu), a verdade é que a presença de carros elétricos já é uma realidade nas ruas brasileiras.   Os fabricantes, no anseio de elevar a percepção positiva de seus modelos junto ao mercado consumidor, tem dito que os mesmos podem ser ligados em qualquer tomada, bastando chegar em sua residência, puxar uma extensão e pronto.   Mas a nossas edificações, em especial os condomínios residenciais, estão preparadas para lidar com esta nova tecnologia? A resposta é NÃO. Em geral as instalações elétricas existentes não são adequadas para serem usadas para o carregamento de carros elétricos. Os circuitos elétricos não foram dimensionados para atender a esta carga tão especifica, a cabeação é antiga, entre outros fatores impeditivos que podem colocar as instalações elétricas existentes em graves riscos de queima ou mesmo incêndio. Imaginemos a situação hipotética de um morador do sexto pavimento que adquire um automóvel elétrico. Quais opções para alimentação elétrica que este morador poderá implementar para alimentar seu automóvel? Puxar uma extensão do sexto andar é impraticável por diversos fatores, restando ao mesmo usar a rede elétrica do condomínio existente na garagem. Este circuito (tomada, cabos, disjuntor) existente na garagem está dimensionado corretamente para tal aplicação? Considerando que a maioria dos condomínios tem mais de 30 anos e que sua cabeação nunca foi trocada (vida útil dos cabos estimada em 30 anos) é confiável permitir esta operação? Como será implementado o rateio no pagamento da conta de energia elétrica do condomínio, visto o considerável aumento de consumo de energia? Mas existe solução? Sim, existe. O mercado de fabricantes de materiais elétricos já vem desenvolvendo elementos específicos para atenderem este mercado específico, com o desenvolvimento de estações de carregamento, incluindo cabos e tomadas, para atenderem especificamente cada fabricante de carro elétrico.   A implementação do carregamento de carros elétricos em instalações elétricas existentes e não preparadas para tal deve ser precedida de uma análise técnica adequada e exclusiva caso a caso, e em se considerando que a maioria das instalações prediais é antiga, maior deve ser o critério e preocupação.   A estação de carregamento deverá ser conectada a rede elétrica do condomínio por meio de um circuito elétrico exclusivo dimensionado para tal, bem como implementada a medição individual do mesmo para que seja cobrado do proprietário do carro o consumo da energia elétrica decorrente do aumento do consumo.   Outras alternativas podem ser adotadas por meio de vagas de garagem rotativas para alimentação de mais de um carro elétrico simultaneamente, porém esta alternativa é mais adequada para prédios de escritórios ou mistos (comercial e residencial).   Cada caso terá sua solução técnica exclusiva. Deve ser providenciada análise da viabilidade técnica por meio de levantamento das instalações elétricas existentes, avaliação das alternativas técnicas aplicáveis ao caso específico, elaboração de projeto elétrico completo, incluindo todo o novo sistema de alimentação, desde o disjuntor exclusivo a ser instalado no painel elétrico do condomínio e eventuais alterações que venham a ser necessário neste painel, um sistema de medição exclusivo, circuito elétrico, estação de recarga, garantindo desta forma que o processo de carregamento elétrico do carro aconteça de forma segura.   Importante ressaltar que o estudo, levantamento, projeto e execução sejam executados por empresas e profissionais capacitados e devidamente registrados nos conselhos regionais (ex.: CREA), e que estes serviços possuam as respectivas ART (Anotação de Responsabilidade Técnica). Fato é que os veículos elétricos vieram para ficar e desde que devidamente tratados tecnicamente caso a caso, é perfeitamente possível á integração dos mesmos as edificações existentes. Por: Eng. Eletricista Júlio César Máximo ITC Thermographer Nível 1

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