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Author name: José Pimentel

Colunas, De Síndico para Síndico, Últimas Notícias

Cada visita, uma mordida no caixa do condomínio

Sabe aquele problema no condomínio que nunca é resolvido e fica incomodando o síndico, como se fosse uma pedra no sapato na longa jornada de um mandato de sindicatura? Aquele probleminha que aos olhos da massa condominial é tão simples de resolver, mas quanto mais o tempo passa parece que a coisa se agrava. O síndico já chamou vários prestadores, cada um apresenta uma solução, mas a resolução do problema que é bom, nada! E ao final das contas o que fica parecendo para a maioria dos condôminos é que o síndico fica fazendo corpo mole. E o síndico fica no impasse, a solução do problema é o objetivo dos prestadores, ou eles identificaram que em cada visita é uma mordida garantida no caixa do condomínio? É inegável que para a manutenção de qualquer negócio é preciso ter recorrência e fluxo de caixa. Sabemos também que o ticket médio de alguns serviços, sobretudo de manutenção predial, no que diz respeito a pequenos reparos, são muito baixos. É uma prática comum, de prestadores que atendem esse tipo de necessidade, tentar explorar o máximo do problema tentando fazer render o seu tempo e custo de deslocamento, promovendo reparos e substituições de peças que necessariamente não resolvem o problema que provocou o seu chamado. LEIA TAMBÉM: Pode parecer que estou tentando reunir argumentos para denegrir esse tipo de prestador, mas longe disso. Acredito que o mercado deva estar repleto de soluções para todos os tipos de problemas que encontramos no condomínio. O que me parece hoje em dia é que quanto mais simples o reparo, mais difícil é encontrar um profissional comprometido com a qualidade do serviço e resolução do problema. Todos somos atraídos por preços mais baixos, sobretudo quando temos que abrir um chamado para um simples reparo . Mas temos que ter a noção que não é com uma visita ao custo de R$ 100,00 que qualquer probleminha no condomínio pode ser resolvido. A prática de cobrar um valor baixo por uma visita e agregar valor conforme a necessidade de peças e equipamentos para resolver o problema, em alguns casos é usada com integridade por alguns prestadores, mas uma grande maioria tira proveito dessa prática. E eu acredito que é uma cultura alimentada pelo tomador de serviço que não percebe ser vítima do gatilho mental ganância, pensando que terá o maior benefício pelo menor custo. Porém, essa prática não nos traz o que realmente precisamos, que é prestatividade, resolutividade e integridade por um preço justo. Prestadores e tomadores de serviço são os sujeitos do mercado, que é uma entidade dinâmica. Um lado não funciona com a ação e reação do outro. Então, colega de sindicatura, na próxima vez que for contratar um pequeno serviço para resolver um problema no seu condomínio, reflita se o preço que você está pagando é justo suficiente para que o prestador monetize o suficiente para manter o seu negócio e esteja disposto a resolvê-lo e disponível na próxima necessidade. Por Rogério Freitas

taxa de condomínio a maior que os demais condôminos
Assessoria , Editoriais, Pergunte a Doutora, Últimas Notícias

Resido na cobertura, será necessário pagar a taxa de condomínio a maior que os demais condôminos?

O tema é bastante controverso, não havendo, ainda, uniformização do tema, mas com novo entendimento publicado pelo STJ em 2021 em favor dos proprietários de coberturas em prédios residenciais. Nos termos da aludida decisão, grande tema que restringia a igualdade e proporcionalidade no rateio das despesas condominiais era a cobrança deste importe através sobre a fração ideal do imóvel. Destarte que tal invocado entendimento para a referida cobrança oriunda da fração do imóvel, foi inaugurada através do advento do artigo 12 da lei 4.591/1964, previsão está que se coaduna com o artigo art. 1.336, do Código Civil, no qual regulam as incorporações do condomínio, no que aduz: ““Art. 12. Cada condômino concorrerá nas despesas do condomínio, recolhendo, nos prazos previstos na Convenção, a quota parte que lhe couber em rateio. § 1º Salvo disposição em contrário na Convenção, a fixação da quota no rateio corresponderá à fração ideal do terreno de cada unidade”. “Art. 1136: São deveres do condômino: I – contribuir para as despesas do condomínio na proporção de suas frações ideais, salvo disposição em contrário na convenção”. Ademais, inferimos que a referida lei de igual forma confere um a relativização no entendimento pertinente a incidência de sua aplicação pela fração ideal do imóvel, haja visto que a referida fração é proporcional ao voto por ora elencado nas referidas assembleias, o que gera instabilidade no momento dos referidos votos, cabendo a determinado caso a cobrança igualitária. LEIA TAMBÉM: De outro giro, o que pertine inferir é que os tributos de natureza arrecadatória, a exemplo do IPTU, são cobrados pela fração ideal do imóvel, tendo seu fato gerador, a respectiva base de cálculo. De mais a mais, sendo o IPTU imposto, ter-se a prerrogativa legal para referida cobrança e base de cálculo. Já com relação ao condomínio, em que pese o caráter legal anuir com a referida cobrança, este não se baseia em imposto, concluímos assim que, as despesas condominiais relacionadas a elevadores, manutenção, zeladoria, vigilância e conservação são custos de divisão equitativa, por unidade, e não pela fração ideal. Sendo que, a exemplo, todos os moradores de um mesmo edifício, independentemente da área privada de cada um, usam o elevador e as áreas comuns na mesma intensidade. A recente decisão é extremamente importante para o mercado imobiliário, porque desonera lojas e apartamentos de maior porte no mesmo edifício, facilitando a comercialização e corrigindo assim a injustiça histórica que a décadas afrontavam os princípios da isonomia e à boa fé objetiva, previstas na lei civil. Artigo escrito por Déborah Christina De Brito Nascimento Menna advogada especialista em direito condominial sócia do Deborah Brito Sociedade de Advogados S/S.  

Qual o papel da mulher na família
Colunas, Editoriais, Psicóloga Clínica & Coach, Últimas Notícias, Viver em Condomínio

Qual o papel da mulher na família?

Há algum tempo, o papel da mulher era apenas o de ser mãe, e quando ela queria escolher uma profissão normalmente, ela era professora ou enfermeira. Hoje, ela conquistou o mercado de trabalho, mas, ainda desempenha um papel fundamental como mãe. Os homens eram os chefes da casa, mas, cabia às nossas avós e mães criar e educar os filhos. Estamos ganhando mais autonomia e mudando a dinâmica familiar, mas, ainda assim, ainda cabe a nós a função de edificar a nossa casa. Mas, para edificar, é preciso que tenhamos sabedoria. Cada geração tem suas próprias características. Buscamos em nossas mães a inspiração de ser mulher, esposa e mãe e buscamos encontrar o nosso lugar entre o trabalho e a nossa família. E para descobrir esse lugar, é fundamental ter clareza sobre o que é importante para nós, quais são nossos valores, o que queremos deixar de legado para os nossos filhos, tendo em vista que a grande maioria também é mãe. Voltando um pouco no tempo…eu gostaria que você refletisse sobre as mulheres da sua família: Quem foram as mulheres que a influenciaram na sua forma de pensar e agir? Quais são ou eram as principais características delas? Quais as principais diferenças entre vocês? Quais influências negativas e positivas elas deixaram? Que crenças você excluiu, manteve e ressignificou? Somos inconscientemente influenciadas pela forma que fomos criadas. Estamos sempre buscando corrigir os erros e aperfeiçoar os acertos das gerações anteriores, como mulheres, esposas e mães. E acredito que isso é essencial para criar um mundo melhor para os nossos filhos e filhos melhores para o mundo. LEIA TAMBÉM: Para conquistar sucesso nesse objetivo, é importante aprimorar a comunicação, que costuma ser o grande problema das famílias. Como mulheres e mães, tendemos a ser mais acolhedoras com os nossos filhos e isso faz a diferença na forma como eles enxergam o mundo. Precisamos desenvolver a nossa inteligência emocional para conseguirmos ser mais assertivas nos nossos relacionamentos, começando dentro de casa. Como temos nos comunicado na linguagem do amor? Através de palavras de afirmação (Eu te amo!), tempo de qualidade, presentes, atos de serviço (cozinhar) ou toque físico? Feliz ou infelizmente, as nossas vidas pessoais e profissionais se misturam. Somos uma só. Isso não quer dizer que devemos levar os problemas do trabalho para casa e vice-versa. Apenas que, como ser único, uma área interfere na outra. A todo momento, levamos habilidades caseiras para o mercado de trabalho, como por exemplo, controle de estoque (dispensa), resolução de conflitos (brigas entre irmãos) e gerenciamento de interesses (escolha de passeios e férias) e por outro lado, levamos para dentro de casa técnicas e ferramentas profissionais como por exemplo, conhecimento técnico na nossa área de atuação. Uma vez psicóloga, sempre psicóloga. Os anos passam, novas gerações chegam, mas, enquanto formos mães, temos um papel a cumprir e uma missão de vida a realizar. Como mulheres temos muitos sonhos, mas, como mães, acredito que nosso principal objetivo é ajudar os nossos filhos a serem felizes e se tornarem independentes. E aqui, quero apresentar alguns dados estatísticos sobre a realidade materna que interfere na nossa vida como mulher: Em caso de divórcios concedidos para casais com filhos menores, ainda se mantém a predominância das mulheres na responsabilidade da guarda dos filhos, que atingiu a proporção de 65,4% segundo pesquisa divulgada pelo IBGE -Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2018. Será que isso mudou? Na hora de se casar novamente, a quantidade de homens divorciados se unindo a mulheres solteiras é quase duas vezes maior que a situação inversa, segundo também, pesquisa do IBGE. E a questão da guarda é um dos principais motivos dessa estatística porque as mulheres, costumam abrir mão com mais facilidade da sua vida pessoal em prol dos filhos. A meu ver, ainda que tenhamos dominado o mercado de trabalho e conquistado profissões antes inimagináveis no universo feminino como astronauta e caminhoneira, por exemplo, nosso papel como mulher que é mãe é e sempre será de guardiã dos nossos filhos. E por isso, muitas vezes, nos deixamos em segundo plano e até sacrificamos nossa carreira pela segurança deles. Por Alire Moura, psicóloga TCC, CRP, 01 – nº 6.807 – Instagram: @aliremourapsicologa

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