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Paranoá Parque precisa de socorro urgente

Paranoá Parque: Senhores mandatários do DF tomem vergonha e cuidem da população do Paranoá Os moradores do Paranoá Parque precisam do Poder Público. Carecem que os problemas existentes no empreendimento sejam enfrentados e solucionados de forma urgente. Ninguém é contra a concretização de programas habitacionais populares, mas, todos, independente de coloração partidária, devem ser contra a irresponsabilidade.

Em uma estimativa conservadora, o Paranoá Parque, hoje, possui cerca de 30 mil moradores, a maioria em situação de vulnerabilidade social.

Ao que consta não foi realizado estudo de impacto viário. As ruas do Paranoá receberam centenas de novos veículos. Em horários de pico, engarrafamentos são visíveis. o DETRAN e o DER nunca são vistos no local, deixando o trânsito caótico sem qualquer fiscalização.

O sistema de transporte público já não era suficiente para atender o Paranoá. Com o acréscimo de 30 mil moradores, os ônibus andam em lotação máxima. Os moradores da parte mais baixa do Paranoá Parque precisam caminhar até 4 quilômetros para chegar a uma parada. No início do dia, pouquíssimos ônibus atendem quem precisa ir para a W3 Norte. Algumas pessoas arriscam atravessar a reserva ambiental, com mato alto e eucaliptos, para pegar ônibus na rodovia que liga o Paranoá ao Lago Norte. Ao atravessar a floresta, correm o risco de encontrar gente pior do que o “lobo mau”. A Secretaria de Transporte até agora não moveu sequer uma palha para resolver o problema.

O Hospital Regional do Paranoá há muito não conseguia absorver a demanda existente na região do Paranoá e do Itapoã. Com a criação do Paranoá Parque, a demanda aumentou, sem que houvesse qualquer investimento em estrutura. Não foram contratados médicos e servidores. Dos 30 mil novos moradores na região, a maioria é composta por crianças, que não contam com o atendimento adequado. A Secretaria de Saúde faz de conta que desconhece a realidade local e não há previsão nem mesmo de instalação de uma UPA na região.
A 6a Delegacia de Polícia, além de não ter recebido incremento no número de delegados e agentes de polícia, passou a ser central de flagrantes. Mesmo antes da instalação do Paranoá Parque a situação já era insustentável. Talvez a região do Paranoá, hoje, seja a localidade com o maior número de ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha. A Secretaria de Segurança Pública parece não está interessada em resolver o problema da criminalidade na região. A população reconhece o esforço da 6a DP, mas lamenta a omissão da Secretaria de Segurança.

Um dos locais com maior índice de violência doméstica do Distrito Federal perdeu uma das Varas Especializadas de Violência Doméstica. Até meados de 2016 eram dois Juizados de Violência Doméstica no Paranoá. Hoje, com o aumento das ocorrências, contraditoriamente, uma vara do juizado de violência doméstica foi extinta. É de se questionar, diante do fato, se o Tribunal de Justiça do Distrito Federal realmente está comprometido com o combate à violência doméstica no Paranoá.

A Defensoria Pública já sente o aumento da demanda nas áreas de família, cível, criminal e no setor de confecção de petições iniciais. Estimativas conservadoras indicam que o órgão precisa de pelo menos mais 02 defensores e 05 analistas. Todavia, parece que não há vontade política por parte da Administração Superior da Defensoria Pública em resolver o problema.
Os moradores do Paranoá Parque dizem que apesar de ser constante e visível o tráfico de drogas na região, uma das coisas mais raras na região é a presença de viatura da Polícia Militar. A disposição física dos prédios, aliás, facilita a atuação de bandidos, especialmente da criminalidade ligada ao tráfico de entorpecentes. O Comando Geral da Polícia Militar, no entanto, não implementou o aumento do efetivo, contribuindo, assim, com a atuação dos criminosos.

A Secretaria de Educação também possui sua parcela de omissão, pois não ampliou a oferta de vagas em escolas e creches. Ao não agirem, facilitam que crianças e adolescentes permaneçam nas ruas, soltando pipa e sendo cooptados pela criminalidade.

A secretaria do trabalho também foi omissa, pois não fomentou e continua a não fomentar nenhuma política de geração de empregos.

Some-se a isso o gravíssimo problema das invasões dos imóveis. O morador recebe a chave e quando vai ocupar o apartamento descobre que este já estava invadido. Há, sem dúvida, conivência e incentivo de grupos organizados. É a nova modalidade de grilagem de imóveis no Distrito Federal.
Já se pode prospectar que em um futuro próximo, a omissão estatal custará muitíssimo caro à população do Distrito Federal. A ausência de políticas públicas e de presença efetiva do Estado permite o crescimento da exclusão social. Todos os ingredientes par a formação de uma favela vertical se fazem presentes.
Além da população diretamente atingida, os moradores das MI’s, dos condomínios do Lago Sul e do Lago Norte, em breve, começarão a sentir os efeitos sociais da omissão do Governo do Distrito Federal.

O Paranoá precisa de socorro!
(www.edsonsombra.com.br)

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